Comprar um apartamento é o sonho de grande parte dos brasileiros — mas o obstáculo mais comum não é a parcela mensal. É a entrada. No financiamento imobiliário convencional, os bancos exigem entre 20% e 30% do valor do imóvel à vista logo no começo, o que representa dezenas de milhares de reais que a maioria das famílias simplesmente não tem guardados.

A boa notícia é que existe uma forma de adquirir um apartamento sem precisar pagar essa entrada: o consórcio de imóvel. Neste artigo, você vai entender como ele funciona, quanto custa na prática, para quem é indicado — e por que essa modalidade pode ser mais vantajosa do que o financiamento para quem tem disciplina financeira e não tem pressa de poucos meses.


Por que a entrada é o maior obstáculo para comprar um imóvel?

Para ter acesso a um financiamento imobiliário pelo banco, o comprador geralmente precisa comprovar renda compatível com o valor das parcelas e dispor de um percentual inicial do imóvel como entrada. O Banco Central exige que as instituições financeiras limitem o crédito habitacional a até 80% do valor do bem — ou seja, o comprador precisa cobrir os outros 20% por conta própria, antes de assinar qualquer contrato.

Em um apartamento de R$ 400.000, isso significa ter R$ 80.000 disponíveis antes de fechar negócio. Somado às custas de cartório, ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e taxas de escritura, o desembolso inicial facilmente supera R$ 100.000.

Para quem não tem essa reserva, o caminho convencional se torna inviável — ou obriga a esperar anos acumulando dinheiro enquanto o preço dos imóveis sobe.


O que é o consórcio de imóvel e como ele resolve esse problema?

O consórcio de imóvel é uma modalidade de compra coletiva regulamentada pelo Banco Central do Brasil. Um grupo de participantes contribui mensalmente com parcelas e, a cada mês, um ou mais consorciados são contemplados com a carta de crédito — um valor equivalente ao imóvel escolhido, que funciona como pagamento à vista para o vendedor.

A contemplação ocorre de duas formas:

  • Sorteio mensal: todos os participantes concorrem automaticamente em todas as assembleias;
  • Lance: o consorciado oferece voluntariamente um percentual do saldo devedor para aumentar suas chances de ser contemplado naquele mês.

O ponto central é que não há cobrança de juros. A única taxa cobrada é a taxa de administração — um percentual diluído ao longo do plano que remunera a empresa gestora do consórcio. Isso elimina o custo mais pesado do financiamento convencional, que é justamente o juro composto incidindo sobre décadas de contrato.

E a entrada? No consórcio, não existe entrada obrigatória. Você começa a pagar as parcelas mensais e aguarda a contemplação — sem precisar comprovar um capital inicial elevado.


Como funciona o consórcio de imóvel passo a passo

1. Escolha o valor da carta de crédito

O primeiro passo é definir quanto você precisa para o imóvel que deseja. A carta de crédito deve cobrir o valor total do apartamento — ou pelo menos a maior parte dele, com complemento próprio se necessário.

2. Escolha o prazo e calcule a parcela

O prazo do consórcio determina o valor das parcelas mensais. Planos mais longos têm parcelas menores; planos mais curtos aumentam as chances de contemplação por sorteio por reduzir o total de participantes na fila.

3. Participe das Assembleias mensais

Após a adesão, você passa a concorrer automaticamente nos sorteios mensais realizados em assembleia. Enquanto aguarda a contemplação, as parcelas pagas constroem o seu saldo no grupo.

4. Dê um lance para antecipar a contemplação

Se você tiver uma reserva — mesmo que menor do que a entrada exigida em um financiamento —, pode utilizá-la como lance para ser contemplado antes.

5. Use a carta de crédito para comprar o imóvel

Ao ser contemplado, você recebe a carta de crédito e pode utilizá-la para adquirir o apartamento de sua escolha — seja novo, usado, em planta ou até para quitar um imóvel já financiado. A carta funciona como pagamento à vista para o vendedor, o que frequentemente garante poder de negociação ao comprador.

6. Continue pagando as parcelas restantes

Após a contemplação, você segue pagando as parcelas mensais normalmente até o final do plano — assim como os demais participantes do grupo.


Consórcio de imóvel vs. financiamento bancário: qual vale mais?

Critério Consórcio de Imóvel Financiamento Bancário
Entrada obrigatória Não Sim (20% a 30% do valor)
Juros Não Sim (taxas anuais de 10% a 13%+ ao ano)
Custo total Taxa de administração Juros + seguros + taxas
Prazo para usar o crédito Depende da contemplação Imediato (após aprovação)
Flexibilidade na escolha do imóvel Alta (qualquer imóvel elegível) Média (sujeito à avaliação bancária)
Poder de negociação Alto (pagamento à vista) Baixo (o banco financia; vendedor recebe depois)
Aprovação de crédito Mais flexível Análise rígida de renda e histórico

Conclusão prática: o consórcio é mais vantajoso para quem não tem entrada e pode planejar a compra com algum horizonte de tempo. O financiamento é indicado para quem precisa do imóvel imediatamente e tem a entrada disponível.


Para quem o consórcio de imóvel é ideal?

Quem está começando a planejar a compra

Se você sabe que quer comprar um apartamento nos próximos dois a quatro anos, entrar em um consórcio agora é mais inteligente do que acumular dinheiro na poupança — especialmente porque o custo total do consórcio tende a ser menor do que o custo dos juros de um financiamento futuro.

Quem não tem os 20% de entrada

Sem reserva para entrada, o financiamento simplesmente não está disponível. O consórcio abre a possibilidade de acessar um imóvel de forma planejada, mesmo partindo do zero.

Autônomos, MEIs e profissionais liberais

O financiamento bancário exige comprovação de renda formal, o que dificulta a aprovação para quem trabalha por conta própria. No consórcio, as exigências de documentação costumam ser mais flexíveis.

Investidores de imóveis

Quem já possui imóvel próprio e quer expandir o patrimônio pode usar o consórcio como ferramenta de alavancagem: parcelas mensais acessíveis, carta de crédito com poder de pagamento à vista e potencial de negociação de desconto com o vendedor.


Posso usar o FGTS no consórcio de imóvel?

Sim. O FGTS pode ser utilizado no consórcio imobiliário de duas formas:

  1. Como lance, para antecipar a contemplação;
  2. Para amortizar o saldo devedor, reduzindo o valor das parcelas após a contemplação.

As regras seguem a legislação do FGTS para aquisição de imóvel residencial urbano, incluindo os limites de valor do imóvel e a exigência de que o consorciado não possua outro imóvel residencial no mesmo município.

 

Quanto custa o consórcio de imóvel na prática?

O custo do consórcio de imóvel é composto principalmente por:

  • Taxa de administração: cobrada sobre o valor total da carta de crédito, diluída nas parcelas ao longo do plano. A taxa de administração da Evoy é de [X]% ao ano / [Y]% total do plano.
  • Fundo de reserva: percentual destinado a cobrir eventuais inadimplências no grupo. Consulte o percentual atual nos contratos Evoy.
  • Seguro de vida (em alguns planos): opcional ou obrigatório conforme a administradora.

Não há IOF, não há taxa de abertura de crédito, não há spread bancário — o que torna o custo total significativamente inferior ao de um financiamento com as mesmas condições de prazo e valor.


Exemplo prático: comprar um apartamento de R$ 400.000 sem entrada

Imagine que você quer comprar um apartamento de R$ 400.000 e não tem os R$ 80.000 de entrada que o banco exigiria.

Pelo consórcio:

  • Carta de crédito: R$ 400.000
  • Prazo do plano: [X] meses
  • Parcela mensal estimada: R$ [valor] — simule no nosso simulador
  • Taxa de administração total: [Y]% — equivalente a R$ [valor total]
  • Entrada exigida: R$ 0,00

Ao ser contemplado, você apresenta a carta para o vendedor, que recebe à vista. Você fica com o apartamento e continua pagando as parcelas normalmente.

Acesse o simulador Evoy e veja a projeção real para o seu perfil: [link do simulador].


Perguntas frequentes sobre consórcio de imóvel

1. É possível comprar qualquer tipo de imóvel com o consórcio? Sim, desde que o imóvel seja elegível conforme as regras da administradora. Em geral, são aceitos imóveis residenciais novos e usados, imóveis comerciais, terrenos e até a quitação de imóvel já financiado. Consulte a lista completa de imóveis elegíveis na Evoy.

2. Quanto tempo leva para ser contemplado? Não há prazo garantido por sorteio — pode ser no primeiro mês ou no último. Para antecipar, o consorciado pode utilizar o lance. A estratégia mais comum é entrar no consórcio com alguma reserva para usar como lance assim que o saldo acumulado for suficiente.

3. Posso desistir do consórcio antes de ser contemplado? Sim, mas o valor é devolvido apenas ao final do plano ou em sorteio específico para desistentes, conforme as regras do grupo. Por isso, o consórcio é mais indicado para quem tem comprometimento com o planejamento de médio e longo prazo.

4. O consórcio de imóvel é regulamentado? Sim. O consórcio imobiliário é regulamentado pelo Banco Central do Brasil por meio da Lei 11.795/2008 e das normativas do BACEN. A administradora deve ser autorizada pelo BACEN para operar. A Evoy opera em conformidade com toda a regulamentação vigente.

5. Posso usar a carta de crédito para construir ou reformar? Depende das condições do plano. Em alguns casos, a carta de crédito pode ser usada para aquisição de imóvel em construção (planta), terreno com posterior construção ou reformas de grande porte. 

6. Quem tem nome negativado pode participar de um consórcio? As exigências variam conforme a administradora e o valor da carta. Em muitos casos, o consórcio é mais acessível do que o financiamento bancário para quem está regularizando a situação de crédito. 


Conclusão: o consórcio de imóvel é o caminho mais acessível para quem não tem entrada

Se o maior obstáculo para comprar seu apartamento é a entrada, o consórcio de imóvel elimina exatamente esse problema. Sem juros, sem exigência de capital inicial elevado e com a flexibilidade de escolher o imóvel no momento da contemplação, ele é uma das ferramentas mais poderosas de planejamento patrimonial disponíveis no Brasil.

A chave é entrar cedo, manter as parcelas em dia e usar o lance estrategicamente para antecipar a contemplação quando possível.

 

Este conteúdo tem caráter informativo. Valores, taxas e condições de plano devem ser confirmados diretamente com a equipe Evoy antes da adesão.

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